Hoje pela manhã ocorreu na Câmara Municipal de São Francisco do Conde a realização da Audiência Pública contra Genocídio Biomítico dos povos Tradicionais de Matriz Africana.
Esta Audiência Pública foi realização conjunta entre a Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) e o Fórum Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional dos Povos Tradicionais de Matriz Africana (Fonsanpotma).
O Recôncavo Baiano é a região com maior número de Unidades Territoriais Tradicionais – UTT (terreiros) no estado e, em São Francisco do Conde, existem cerca de 45 templos.
Além da comunidade, o evento contou com a participação de membros e representantes da religião de matriz africana, representantes da igreja católica e igreja evangélica , vereadores Daoana Sales, Marivaldo, Muriel já é e representantes da gestão municipal .
Fizeram parte da mesa o deputado Estadual Jacó Lula da Silva - PT ( presidindo da mesa ) ; presidente da CMSFC o vereador Luís Dantas (Luís de Campinas); representando o prefeito Antônio Calmon o secretário de governo de são Francisco do Conde - Eliezer Santana; o secretário de cultura Robert Alexandre; deputada Federal Érica Kokay - virtual pelo Zoom ; deputada Estadual Fabíola Mansur ( zoom) ; deputada Estadual Fátima Nunes ( zoom); vereadora de Salvador Laina Crisostomo - Psol; Táta Ricardo Tavares - presidente da Câmara de Património Histórico Artístico Arqueológico e Natural da Bahia; Leonel Monteiro Presidente da Afa.
Ainda fizeram parte da mesa Tata Edson - Coordenador Nacional do FONSANPOTMAS; Sônia Maria Barbosa - Coordenadora de Projetos e Gestora da Igualdade racial de Candeias; Pay Tero - Sacerdote do Ilê Sarapocan e Membro do Colegiado de Matriz Africana de São Francisco do Conde; Dr. Pedro Leyvas Diretor do Instituto de Humanidades e Letra (IHL) da Unilab; a escrivã da Polícia civil representando a delegada da polícia civil de São Francisco do Conde - Fabiana.
O centro da discussão esteve na luta contra o Genocídio da população negra, intolerância religiosa e cobranças de realização de políticas públicas para povos de matrizes africanas.
O contexto de ressurgência de intolerância resultou no cenário de mobilizações e manifestações políticas nacionais em defesa de reconhecimento e isonomia de direitos do povo de santo aos demais grupos de matriz africana .




