A NOBREZA DE SÃO FRANCISCO DO CONDE – PARTE I
Os barões surgiram no Império Romano entre 125 e 135 D.C. Eram homens que ocupavam cargos de fiscalização nas terras romanas. Com a queda do Império no final do século V, D.C, aconteceram várias mudanças, e no início da Idade Média tinham características diferentes. Os barões passaram a pertencer à elite do país, descendendo da antiga nobreza. Com a queda da monarquia, entre o final do século XIX e início do XX, na maioria dos países ocidentais, (Brasil, no caso), o título passou a ser nobiliárquico. Assim, o Império conferiu 1211 títulos de nobreza, sendo a Bahia agraciada com 113, assim classificados: 76 barões, 23 viscondes, 07 marqueses, 04 condes, 01 baronesa e 02 condessas. Dos títulos baianos, São Francisco do Conde conta com 06 viscondes, 01 conde, 12 barões, vários fidalgos, cidadãos outros portadores de diferentes diplomas honoríficos, alguns Conselheiros e um Cavalheiro da “Legião de Honra” da França.
JOAQUIM INACIO DE SEQUEIRA BULCÃO, nascido na frequesia de Nossa Senhora do Monte do Recôncavo, no Município de São Francisco do Conde, em 14 de Julho de 1768, foi o 1º Barão de São Francisco por Decreto Imperial de 1º de Dezembro de 1824 e com grandeza pelo de 05 de abril de 1826.
“Patriarca da Liberdade Bahiana”, era Grande do Império, Cavalheiro da Imperial Ordem de Cristo, Oficial da Imperial Ordem do Cruzeiro, tinha o título do Conselho do Estado e a medalha de ouro da “Restauração da Bahia”, possuindo desde 1799 o Hábito de Cristo, por ter sido o primeiro senhor de engenho a empregar maquinismos para a preparação do açúcar. ”
Vereador franciscano, Capitão-mor da Vila de São Francisco, Nome cravado no monumento ao 02 de Julho, Membro da junta Governativa da Bahia. Membro da Conjuração dos Alfaiates.




